Uma das coisas boas de ter crescido numa cidade pequena foi a possibilidade de passar a minha infância na rua, a brincar. A minha mãe diz que se benze quando pensa nisso, mas eu fui uma criança verdadeiramente feliz! É claro que a liberdade se resumia à minha rua e à rua da casa dos meus avós, onde existia um quiosque cuja montra era absolutamente fascinante, repleta de bloquinhos de folhas cheirosas e cadernetas de cromos de tudo o que se possam lembrar que fosse colorido. E o melhor era quando a Dona
Elsa, proprietária do quiosque, que nos conhecia de gingeira, nos deixava folheá-los à vontade. Serve este intróito para explicar por que é que, para mim, Elsa é nome de senhora de meia-idade que, preferencialmente, use óculos e tenha cabelo escuro e curto. Estão a ver a cara da
Velma, do
Scooby-doo? Essa é a minha Elsa e, portanto, não é uma imagem propriamente contemporânea...
Antes de ser nome próprio, Elsa era um diminutivo de Elizabete (ou Elisabeth), o que justifica a existência da versão
Elza. Desta forma, o nome Elsa está ligado a Liliana, Lisa, Ilse,
Isabel,
Isabela e
Elisa, entre muitos outros e o seu significado varia entre "prometida a Deus", "promessa divina" e "o meu Deus é satisfação". Ao que parece, popularizou-se a partir da Ópera
Lohengrin, de Richard Wagner mas hoje em dia é um nome que não se ouve com frequência em bebés, como atestam os sete registos de 2011. Considero-o um nome perfeitamente normal em mulheres com mais de 30 anos mas, para um bebé de 2013, as três variantes a negrito parecem-me mais indicadas. Curiosamente, é
um dos nomes cuja popularidade subiu na Espanha, em 2011.
Em 2014, num ano de grande mediatismo de Elsa, por causa do filme de animação
Fronzen, Elsa foi registado em 12 meninas portuguesas.
Obrigada pela sugestão, Acmsp!